terça-feira, 6 de novembro de 2012

Artista do mês de novembro: António Aleixo

António Aleixo
(1899 - 1949) 

 

“O poeta António Aleixo, cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé, é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia. […]”

Professor Dr. Joaquim Magalhães in Este livro que vos deixo.

“O que caracteriza a poesia de António Aleixo é o tom dolorido, irónico, um pouco puritano e moralista, com que aprecia os acontecimentos e as ações dos homens. E, no fundo, muito embora não seja um revoltado, é a chaga aberta de um sofrimento íntimo, provocado por certas injustiças, a fonte dos seus desabafos.” 

Professor Dr. Joaquim Magalhães in Este livro que vos deixo.

Obras Completas de António Aleixo

  • Quando começo a cantar – 1ª Edição, Faro, 1943; 2ª edição, Coimbra, 1948; 3ª edição, Lisboa, 1960
  • Intencionais – 1ª EDIÇÃO, Faro, 1945; 2ª edição, Lisboa, 1960
  • Auto da Vida e da Morte (1 acto) – 1ª edição, Faro, 1948; 2ª edição, Faro, 1968
  • Auto do Curandeiro (1 acto) – 1ª edição, Faro, 1949; 2ª edição, Faro, 1964
  • Este livro que vos deixo... Volume I, 18ª EDIÇÃO, Lisboa, 2003
  • Este livro que vos deixo... Volume II , 13ª edição, Lisboa, 2003
  • Inéditos – 1ª edição, Loulé, 1978; 2º edição, Loulé, 1979 




 

Percurso de Vida*

1899 – 18 de fevereiro – às 4 horas da manhã, nasce António Aleixo, na freguesia e concelho de Vila Real de Santo António, filho de José Fernandes Aleixo, tecelão, e de Isabel Maria Casimiro, de ocupação doméstica, naturais, ele da freguesia de S. Clemente, vila e concelho de Loulé, e ela de Vila Real de Santo António.
1906 – Os pais de António Aleixo vão viver para Loulé.
1907 – António Aleixo começa a frequentar a escola.
1909 – Depois de dois anos de escola, primeira revelação do talento de improvisador a cantar as janeiras.
1912 – Aprendiz de tecelão, o ofício do pai. De 1912 a 1919 pratica este ofício.
A convite de amigos, canta de improviso, em festas. Vai treinando o seu jeito para versejar (ou versar, como ainda hoje se diz, na gíria popular dos poetas espontâneos).
1919 – Apurado para o serviço militar, em Faro.
1922 – Alistamento na polícia, em Faro.
1924 – Casamento, em Loulé.
1928 – 1930 – Ida para França, como servente de pedreiro.
1931 – Regresso a Portugal.
1931 – 1933 – Residência em Loulé. É cauteleiro e vende gravatas.
1937 – Classificado em 4º lugar nuns jogos florais em Faro, no Ginásio Clube.
1939 – 1940 – Um amigo do poeta, José Rosa Madeira, junta algumas quadras, em duas folhas de papel. Vão ser o núcleo do seu primeiro livro – Quando Começo a Cantar…
1943 – Lançamento do primeiro livro, por iniciativa do Circulo Cultural do Algarve;
         – Tuberculose obriga a internamento, em Coimbra, no Sanatório dos Covões;
         – maio – Primeira referência à publicação de Quando Começo a Cantar… em artigo de Cândido Marrecas no jornal de Beja.
1943 a 1949 – Permanência no Sanatório, com curtas visitas da família, até que, no Outono de 1949, regressa para ficar.
16 de novembro de 1949 – Morte de António Aleixo. O poeta fica…

* Informação retirada do site Fundação António Aleixo


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