terça-feira, 10 de abril de 2012

Artista do mês de abril - Agostinho da Silva







 Síntese Biográfica
de Agostinho da Silva

1906  - Filho de Francisco José Agostinho da Silva e Georgina do Carmo Baptista da Silva, George Agostinho Baptista da Silva nasce no Porto a 13 de fevereiro.
1906 (agosto/setembro)  - Muda-se para Barca D’Alva, onde vive os primeiros da sua vida.
1912/1913  - Regressa ao Porto. Como já sabia ler e escrever, a mãe inscreve-o no ensino primário (Escola de São Nicolau).
1913  - Faz o exame de primeiro grau e fica distinto.
1914 - Faz o exame da 4ª Classe e ingressa na Escola Industrial Mouzinho da Silveira .
1916 - Ingressa no Liceu Rodrigues de Freitas.
1924  - Entra para a Faculdade de Letras do Porto para cursar Românicas mas, transfere-se, no mesmo ano letivo, para Filologia Clássica .
1928  - Termina a sua licenciatura e passa a colaborar na Revista Seara Nova .
1929  - Defende a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas .
1930 - Frequenta a Escola Normal Superior de Lisboa.
1931
Parte para Paris, como bolseiro, e estuda na Sorbonne e no Collége de France.
1933  - Regressa a Portugal e é colocado no Liceu de Aveiro como professor, onde leciona durante dois anos.
1935  - É demitido do ensino oficial por não ter assinado a Lei Cabral (obrigatória para todos os funcionários públicos) .
1935 – Consegue bolsa do Ministério das Relações Exteriores de Espanha e vai estudar para o Centro de Estudos Históricos de Madrid.
1936 – Regressa a Portugal devido à iminência da Guerra Civil Espanhola.
1938 – Abandona a Revista Seara Nova.
1939 – Criação do Núcleo Pedagógico Antero de Quental.
1940 – Elaboração de Iniciação – Cadernos de Informação Cultural.
1943 – É preso pela PVDE na Prisão do Aljube.
1944 – Abandona Portugal e parte para a América do Sul. Entra pelo Rio de Janeiro e depois dirige-se para São Paulo.
1945 – Abandona o Brasil e instala-se no Uruguai.
1946 – Vive na Argentina.
1947 – Regressa definitivamente ao Brasil. Instala-se em São Paulo mas, em seguida, fixa-se na Serra de Itatiaia.
1948 – Abandona a Serra e instala-se no Rio de Janeiro. Nesta cidade, trabalha no Instituto Oswaldo Cruz (dedicando-se ao estudo de entomologia), ensina na Faculdade Fluminense de Filosofia e colabora com Jaime Cortesão, na Biblioteca Nacional, no aprofundamento da obra de Alexandre Gusmão.
1952 – Integra o corpo docente da Universidade de Paraíba (João Pessoa) e leciona também em Pernambuco.
1954 – Participa, ao lado de Cortesão, na organização da Exposição do 4º Centenário da Cidade de São Paulo.
1955 – Ajuda a fundar a Universidade de Santa Catarina.
1959 – Criação do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) e ensina Filosofia do Teatro na Universidade da Bahia.
1961 – Torna-se assessor para a política externa do Presidente Jânio Quadros.
1961 – Regressa fugazmente ao Rio de Janeiro e a Santa Catarina, porém, ruma para Brasília.
1962 – Colabora na fundação da Universidade de Brasília e cria o Centro de Estudos Portugueses na mesma Universidade.
1963 – Equiparado a bolseiro da UNESCO, visita o Japão. Em Tóquio dá aulas de português. Aproveita a sua ida ao Oriente para conhecer Macau e Timor. No mesmo ano vai aos Estados Unidos da América. Regressa posteriormente ao Senegal.
1964 – Assenta moradia entre Cachoeira (no recôncavo baiano) e Salvador (onde congemina a formação do Museu do Atlântico Sul no Forte de São Marcelo). Em Cachoeira funda a Casa Paulo Dias Adorno que, para além de ser um Centro de Estudos (extensão do Centro de Brasileiro de Estudos Portugueses da Universidade de Brasília), é também uma escola
1969 – Avesso a ditaduras, sai do Brasil em 1969 e regressa ao seu país de origem.
1969-1994 – Num Portugal onde reina uma primavera marcelista, devota-se essencialmente à escrita. Mais tarde, e já depois da Revolução dos Cravos, Agostinho regressará ao ensino: universitário por título honorífico e particular e informal na sua casa do Príncipe Real. Nessa altura é reformado pelo Governo Brasileiro. Só uns tempos depois, o Governo de Portugal lhe restituirá os retroativos concernentes aos anos da Ditadura. Contudo, e despreocupado com a questão financeira, viaja, escreve, recebe medalhas e títulos, participa em programas de televisão, é reconhecido filósofo popular, mas, na sua perspetiva, é o tempo em que se ocupa da sedimentação da futuridade da Era do Espírito Santo.
1994 – Morre em Lisboa a 3 de abril.

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