sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Artista do mês de outubro - Amália Rodrigues


Biografia


Amália da Piedade Rodrigues nasceu em Lisboa, em julho de 1920.

Em 1929 cantou pela primeira vez em público numa festa da Escola Primária, que frequentava, na Tapada da Ajuda.

Trabalhou desde muito cedo, como bordadeira, operária e vendedora de laranjas e flores.

Aos 15 anos desfilou na marcha de Alcântara e cantou pela primeira vez acompanhada à guitarra.

Com 19 anos estreou-se na casa de fados Retiro da Severa, e, nesse mesmo ano, torna-se a principal atração da revista "Ora vai tu", no Teatro Maria Vitória, a primeira de uma série de participações no teatro de revista.

Em 1943 atua pela primeira vez no estrangeiro, em Madrid.

Em 1944, viaja para o Brasil para atuar no Casino Copacabana. O sucesso foi tal que, em vez das seis semanas previstas, Amália atuou durante três meses.

O primeiro disco de Amália Rodrigues, "Perseguição / As penas", foi gravado no Brasil em outubro de 1945.

Em 1947, aos 27 anos de idade, Amália estreia-se no cinema, no filme "Capas Negras", que bateu todos os recordes de exibição

Amália cantou em diversos locais do mundo, como Paris, Londres, Nova Iorque, Hollywood, ex-União Soviética, Japão, entre outros. Em 1950 atuou nos espetáculos do Plano Marshall pela Europa.

Em 1951 grava pela primeira vez em Portugal para a editora Melodia e aos 38 anos de idade estreia-se na RTP, no papel principal da peça "O Céu da Minha Rua".

Apesar da longa e notável carreira, apenas em 1985, com 65 anos de idade, Amália dá o primeiro grande concerto a solo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Em 1995 grava o último álbum, "Pela Primeira Vez", e em 1997 é editado "Segredo", um álbum de gravações inéditas.

A 6 de outubro de 1999, Amália morre na sua casa em Lisboa, recebendo honras de Estado por parte do governo e do povo português.




Uma semana, um fado...


Gaivota

Música: Alain Oulman
Letra: Alexandre O'Neill


Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.


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