terça-feira, 7 de junho de 2011

Poema da Semana - Dez de Junho

Dez de Junho

Os homens que caíram em combate,
E que o poder político ignora,
Verão, um dia, ser chegada a hora
De os sinos os saudarem a rebate.

Os nomes que os mais novos desconhecem,
Calados, por vergonha ou cobardia,
Serão, por fim, cantados algum dia,
Co' as honras e respeito que merecem.

Será o "Dez de Junho" restaurado
Em festa, que honrará toda a Nação,
Lembrada, com orgulho, do passado.

Cantar-se-á então, por todo o lado,
Num misto de saudade e gratidão,
O Homem que morreu por ser soldado.


Vítor Cintra
No livro: Encruzilhada



Biografia

Nasceu em Sintra, a 11 de Janeiro de 1941. Os seus primeiros poemas datam dos anos 50. Quando, estudante, descobriu a sua paixão pelas letras. Ainda como trabalhador-estudante foi chamado para serviço militar. Mobilizado, embarcou para Moçambique e ali cumpriu, como sargento miliciano, de 1963 a 1966. Só após o serviço militar completou a sua formação na área de Contabilidade, sendo Técnico Oficial de Contas e residindo actualmente em Mafra. Algumas das sua obras: Nas Brumas da Magia; Dinastias; Entre o longe e o Distante; Pedaços do Meu Sentir.

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