terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Poema da Semana - Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís de Camões













Biografia
Luís Vaz de Camões é considerado o maior poeta Português.
Nasceu em 1524/25, em Coimbra, na capital do Império. Diz-se que estudou em Coimbra. Padre Manuel Correia que o conheceu pessoalmente, diz que ele nasceu a 1517, filhode Simão Vaz de Camões e Ana de D. Fernando, estudou de 1531 a 1541.
Em 1542 a 1545, Camões teria vindo de Coimbra para a corte em Lisboa, rico de humanidades, (ele tinha muita experiência amorosa).
Entre 1545 a 1548, em Ceuta, Luís Vaz de Camões teve de trocar as delícias e dissabores, pelo serviço militar. Apesar de ter sido um grande poeta, foi também um grande patriota e um grande soldado. Defendeu Portugal tanto nas guerras em África, como na Ásia. Por volta de 1547-48, partiu para Ceuta, onde perdeu o olho direito, quando lutava a favor de D. João III. Entretanto houve a Grande Desordem. A última coisa que Luís Vaz de Camões fez foi a publicação d’Os Lusíadas em 1572. O Rei D. Sebastião concede uma tensa (um pagamento) de 15000 reis anuais com esse dinheiro Camões vai se mantendo até à morte.
Camões conseguiu salvar o manuscrito d'Os Lusíadas quando naufragou na foz do rio Mekong. Luís Vaz de Camões faleceu no dia 10 de Junho de 1580 em Lisboa, na miséria.

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