terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Poema da Semana - Poema das árvores

Poema das Árvores
As árvores crescem sós.
E a sós florescem.
Começam por ser nada.
Pouco a pouco se
Levantam do chão,
Se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos,
E os ramos outros ramos, e
Deles nascem folhas,
E as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas,
Vão-se esboçando as flores,
E então crescem as flores,
E as flores produzem frutos,
E os frutos dão sementes,
E as sementes preparam novas árvores."

António Gedeão














Biografia
Poeta, professor e historiador da ciência portuguesa. António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, concluiu, no Porto, o curso de Ciências Físico-Químicas, exercendo depois a actividade de docente. Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e organizando obras no campo da história das ciências e das instituições, como A Actividade Pedagógica da Academia das Ciências de Lisboa nos Séculos XVIII e XIX. Publicou ainda outros estudos, como História da Fundação do Colégio Real dos Nobres de Lisboa (1959), O Sentido Científico em Bocage (1965) e Relações entre Portugal e a Rússia no Século XVIII (1979).
Revelou-se como poeta apenas em 1956, com a obra Movimento Perpétuo. Alguns dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção.
Em 1963 publicou a peça de teatro RTX 78/24 (1963) e dez anos depois a sua primeira obra de ficção, A Poltrona e Outras Novelas (1973). Na data do seu nonagésimo aniversário, António Gedeão foi alvo de uma homenagem nacional, tendo sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'iago de Espada.

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